Museu do Dinheiro, Lisboa

O Museu do Dinheiro situa-se na antiga igreja de São Julião. Destruída pelo Grande Terramoto de 1755, a igreja foi reconstruída na sua actual localização entre 1810 e 1854. Foi adquirida pelo Banco de Portugal nos anos 30, após ser desconsagrada, mas devido a diferendos entre o Banco e a Câmara Municipal de Lisboa quanto ao destino a dar-lhe, durante muitas décadas foi usada como armazém e parque de estacionamento.
Em 2006 o Banco de Portugal juntou-se ao movimento de recuperação da Baixa Pombalina de Lisboa e a antiga igreja foi finalmente recuperada. Durante os trabalhos de recuperação foi descoberto e escavado um segmento da muralha Fernandina- ou cerca nova- do século XIV. Este segundo perímetro da muralha foi construído devido ao crescimento urbano e à ameaça crescente colocada por Castela, destinando-se principalmente a defesa de ataques por via marítima. A muralha faz parte da exposição do Museu.
A colecção do museu teve início em 1974/75 através de peças obtidas em leilões e donativos de coleccionadores particulares. Parte da colecção foi sendo exibida nas instalações da sede do Banco de Portugal, até à sua transferência para as instalações do Museu. Outro contribuinte importante do Museu tem sido a Casa da Moeda. A colecção ilustra a história do dinheiro desde as origens pré-moeda até aos diferentes meios de pagamento disponíveis no século XXI, quer através dos objectos expostos, quer através de um conjunto de experiências interactivas.
Em 2017, apenas um ano após a sua inauguração, o Museu foi um dos finalistas do prémio Fórum Europeu para "Museu Europeu do Ano" e foi considerado o "Melhor Museu do Ano 2017" pela Associação Portuguesa de Museologia.

Horário: Qua. a Sab. das 10.00 às 18.00
Entrada livre

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