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Palácio Nacional da Ajuda, Lisboa

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O Palácio Nacional da Ajuda foi mandado construir na sequência do terramoto de 1755 que destruiu completamente a, até então, residência oficial da família real, o Palácio da Ribeira. O novo palácio tornou-se habitável em 1761 mas, apenas algumas décadas mais tarde, foi igualmente destruído por um incêndio. Foi então projetado um novo palácio, ainda no estilo barroco, que começou a ser construído em 1796. Porém, toda a instabilidade vivida na primeira metade do século XIX, das invasões napoleónicas às guerras liberais, levaram a que a construção do novo palácio progredisse muito lentamente, passando por vários arquitetos e várias alterações ao projeto inicial. Apenas com a subida ao trono do rei D. Luís o palácio adquire um verdadeiro estatuto de Palácio Real e residência oficial da corte. Para acomodar a família real, o edifício foi sujeito a obras profundas e a uma ampla decoração, por iniciativa da rainha D. Maria Pia. O Palácio manteve-se como residência da rainha até à imp...

Palácio Foz, Lisboa

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O Palácio Foz, inicialmente conhecido como Palácio Castelo Melhor, começou a ser construído no século XVIII, depois do anterior palácio do Marquês de Castelo Melhor ter sido destruído no terramoto de 1755. A construção do palácio foi interrompida com a morte do Marquês e apenas retomada em 1846, sendo finalmente inaugurado em 1858. Porém, a família acabou por residir pouco tempo no imóvel, que foi vendido a Tristão Guedes- mais tarde distinguido com o título de Marquês da Foz e dando assim ao Palácio o nome pelo qual é conhecido. Enquanto proprietário do palácio Tristão Guedes deu início, em 1889, a uma remodelação profunda, inspirada na arquitetura francesa do século XVIII. Surgem assim a famosa escadaria nobre em estilo Luís XIV, a sala dos espelhos em estilo Luís XV, embelezada com frescos de Columbano Bordalo Pinheiro (depreciativamente adjetivados como o infanticídio da pintura), e uma sala estilo Luís XVI pintada por José Malhoa. Passados alguns anos o Marquês da Foz dep...

Palácio dos Marqueses de Fronteira, Lisboa

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A construção do Palácio Fronteira teve início em 1670, pouco depois do fim da Guerra da Restauração, na sequência da qual foi atribuído a D. João de Mascarenhas o título de Marquês de Fronteira, pelos seus feitos militares. O palácio começou por ser um pavilhão de caça e residência de férias. Porém, após a destruição da residência principal do Marquês de Fronteira, mais próxima do centro de Lisboa, pelo terramoto de 1755, o Palácio Fronteira, que não foi afetado pelo terramoto devido ao solo basáltico em que está implantado, passou a ser a nova residência. Para o efeito, foi significativamente ampliado e remodelado. O palácio, monumento nacional desde 1982, situa-se à beira do Parque Florestal de Monsanto. O conjunto monumental engloba o palácio propriamente dito, os jardins, uma capela, a galeria com bustos de todos os reis de Portugal e o Infante Santo, com exceção da dinastia filipina, contra a qual o 1º Marquês de Fronteira combateu, e um pavilhão com um tanque de água. Relati...