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Mosteiro de São João de Tarouca, Tarouca

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O Mosteiro de São João de Tarouca, cuja construção foi iniciada em 1154, foi durante muitos anos considerado o primeiro mosteiro cisterciense do país. Mais recentemente tem-se questionado essa distinção que parece pertencer ao Mosteiro de Lafões, entretanto desaparecido. O complexo monástico foi amplamente aumentado nos séculos XVII e XVIII, com a construção de novos edifícios, incluindo um novo dormitório. Os azulejos e a talha dourada são igualmente deste período. Em 1834 dá-se a extinção das Ordens Religiosas e a Igreja do Mosteiro é convertida em igreja paroquial enquanto as dependências monásticas são vendidas em hasta pública e desmanteladas. Durante muitos anos o mosteiro é usado como pedreira da região até que, no início do século XX, é classificado como monumento nacional. Na abadia repousa o Conde de Barcelos, D. Pedro Afonso , filho natural de D. Dinis, num sarcófago medieval de granito. Horário: De Terça a Domingo, das 10h às 13h e das 14h às 18h Entrada: €3 ...

Ponte Românica de Vila Pouca de Salzedas, Tarouca

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A construção da ponte românica de Vila Pouca de Salzedas deve-se aos monges do mosteiro de Salzedas e datará do mesmo período do mosteiro, século XII. A ponte facilitava a ligação entre Salzedas e Lamego. Junto à ponte existem três moínhos, cada um com características diferentes, de acordo com o cereal que moíam: milho, centeio ou cevada. O acesso à ponte é feito por um caminho íngreme, estreito e de piso irregular de cerca de 150m pelo que, apesar de ser acessível por carro, recomenda-se a ida a pé. A ponte, rodeada de densa vegetação, está localizada num segmento do rio Varosa pontoado por cascatas e rápidos.

Arco da Paradela, Tarouca

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O Arco da Paradela é o último que resta de um conjunto de três arcos em granito, construídos no século XII no estilo gótico românico, persistindo dúvidas quanto ao seu propósito. De acordo com alguns, o arco seria um memorial funerário para assinalar a única paragem do cortejo fúnebre do Conde de Barcelos, D. Pedro Afonso, filho natural do rei D. Dinis, no caminho entre os Paços de Lalim, onde o conde habitava e faleceu, e o Mosteiro de São João de Tarouca, onde se encontra sepultado. Neste caso a construção do arco teria de ser mais tardia, pois o conde faleceu em 1354. Outra proposta, baseada no facto de que este tipo de arcos era usado como monumento funerário em tempos mais remotos, defende que se trata da sepultura de Diogo Anes, proprietário do local em 1175. Finalmente há quem sugira que o arco é simplesmente um marco de delimitação do couto do Mosteiro de São João de Tarouca.

Serra de Santa Helena, Tarouca

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A serra de Santa Helena está situada num dos contrafortes da Serra do Montemuro , correspondendo a um prolongamento para este das suas montanhas e planaltos. Com uma altitude de 1102 m, a Serra constitui um miradouro privilegiado sobre o Vale do Varosa, as cidades de Tarouca, Lamego e Vila Real e as serras do Marão, das Meadas e da Estrela. No cume da serra encontram-se um altar e uma pequena capela dedicada a Santa Helena da Cruz. Não se sabe ao certo quando surgiu o templo, contando-se a lenda de que uma dama nobre de Tarouca casou em segundas núpcias, após ter recebido a notícia de que o marido teria falecido nas cruzadas. Confrontada com o regresso deste, não suportou a vergonha e retirou-se para o cume da montanha, onde mandou contruir o templo. Porém, a fundação do templo está provavelmente relacionada com as vias sacras realizadas a partir da Igreja de São Pedro, na cidade de Tarouca, e com o aumento das invocações marianas. Existem relatos de que no sé...